Linfomas e o câncer de mama

O dia 15 de setembro é marcado pela conscientização sobre linfomas e você sabe qual as semelhanças e diferenças dessa neoplasia com o câncer de mama?

Linfomas e o câncer de mama são neoplasias que podem atingir os linfonodos mamários e quanto antes forem descobertas mais fácil é o sucesso do tratamento, mas seus sintomas, diagnósticos e tratamentos são diferentes.

Outra diferença se dá na forma de origem, os linfomas se originam nos linfonodos e afetam as células linfáticas das mamas, enquanto o câncer de mama se forma nas células do tecido mamário e utilizam os linfonodos para se propagar.

As classificações para o linfoma das mamas são: Linfoma primário da mama (PBL) e o Linfoma Secundário ao Linfoma Sistêmico (SBL). Sendo o PBL o mais raro e agressivo, e pode ser subdividido em linfoma de células B e linfoma de células T.

Além disso, também tem o Linfoma associado aos implantes mamárias, o linfoma anaplásico primário de células grandes(BIA-ALCL)

O tratamento para o linfoma mamário depende do tipo e do histórico do paciente, mas pode envolver quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, retirada do implante mamário e/ou cirurgia para remoção dos tumores ou linfonodos afetados.

Assim, como o câncer de mama, a prevenção envolve um estilo de vida saudável com alimentação equilibrada e exercício físico.

Lembre-se: em caso de alterações e queixas nas mamas e axilas deve-se buscar uma mastologista para avaliação, diagnóstico e tratamentos.

Quanto tempo leva para o câncer de mama se manifestar?

Cada tipo de câncer pode se desenvolver de formas e períodos diferentes no organismo de cada pessoa. Além de todos os fatores genéticos ou externos, tais como alimentação, exercício físico, exposição ao hormônio de estrogênio, entre outros.

Depende dos fatores genéticos e/ou externos, do grau e estadiamento da doença pode ser um processo de meses ou até mesmo anos.

O câncer pode se desenvolver sem apresentar sinais visíveis ou palpáveis, por isso, a realização de acompanhamento e exames periódicos é importante para identificar tumores no início da doença e impedindo que ela se desenvolva.

Por isso, é indispensável acompanhamento periódico com o mastologista com ou sem sintomas visíveis ou palpáveis.

O que perguntar a uma mastologista?

Muitas mulheres deixam de ir ao mastologista pois acham que não tem o que perguntar ou que é um profissional apenas para casos de câncer de mama, o que é um erro em relação a saúde.

Marcar uma consulta e conversar com uma mastologista é um passo importante para a saúde das mamas e para o auto conhecimento. Acredite, numa consulta você irá esclarecer dúvidas que nem sabia que tinha.

Condições benignas das mamas

Existem muitas dúvidas sobre alterações nas mamas, sempre que uma paciente recebe um diagnóstico vem o medo de ser uma alteração cancerígena ou não. Por isso, trouxe as principais alterações benignas das mamas.

Cistos mamários;
Fibroadenoma.
tumor filoides;
papiloma;
mastalgia;
cistos;
mastite

Essas condições são comuns e não cancerosas, mas ainda assim merecem atenção e cuidado. Busque sempre consultar uma mastologista para mais informações sobre seu quadro e tratamento adequado.

Câncer de mama sem alteração no exame de imagem, é possível?

Câncer oculto na mama é uma condição rara de câncer, por não aparecer nos exames de mama seu diagnóstico é mais difícil.

Sim. O carcinoma oculto da mama é uma forma rara do Câncer de mama, responsável por menos de 1% dos cânceres.

O sintoma se dá pela formação de nódulos axilares aumentados persistentes. Nesses casos, são feitos exames de imagem para análise das alterações.

Infecções e inflamações nas mamas ou nos braços também podem evoluir com linfonodos aumentados. Devido a isso, o diagnóstico é feito apenas após o resultado de biópsia, e assim é realizado o tratamento.

Apesar de ser descoberto pelos linfonodos auxiliares, nem todo caso de dor ou aumento do linfonodo é câncer, o mais comum é nos casos de inflamação e/ou infecções.

Reposição hormonal após câncer de mama: conheça as restrições e cuidados

Após o tratamento do câncer de mama, algumas mulheres podem sentir os sintomas da menopausa como resultado da quimioterapia ou dos medicamentos usados durante o tratamento.

Para aliviar esses sintomas, em alguns casos, pode ser feito o uso de reposição hormonal para substituir os hormônios que a mulher deixa de produzir, porém dependendo do caso, o recurso pode trazer mais riscos do que benefícios para a paciente.

Em um ensaio clínico, o estudo HABITS, apontou que mulheres que haviam passado pelo tratamento de câncer de mama e faziam uso de reposição hormonal tinham mais probabilidade de desenvolver ou voltar a ter a doença do que as que não tomavam.

Isso acontece porque a reposição hormonal é composta pelo hormônio feminino, o estrogênio, o qual existe uma ligação entre seus níveis e o crescimento do câncer de mama.

Por isso, mulheres que passaram pelo tratamento de câncer de mama não podem fazer uso de reposição hormonal. Caso esteja sentindo sintomas de menopausa, como ondas de calor, é preciso informar a médica mastologista para indicação de outros métodos sem o uso de hormônio.

Se você tiver com sintomas de menopausa, como ondas de calor, após ter tido câncer de mama, converse com sua médica para juntas decidirem o melhor método para aliviar os sintomas.

 

O BI-RADS, ou Breast Imaging Reporting and Data System, é um sistema padronizado que ajuda os profissionais de saúde a interpretar e comunicar os achados das mamografias.

Neste vídeo te explico mais sobre o BI-RADS e cada classificação:

Não tenho histórico de câncer de mama na família, posso vir a ter?

Sim! A herança genética ou histórico familiar é um dos fatores de câncer de mama, mas não é o único!

Várias pacientes chegam para mim com esse tipo de dúvida ou se ter caso de câncer na família já é um indicativo de que a mulher irá desenvolver câncer.

Na verdade, o câncer por herança genética ou hereditário representa cerca de 10% dos casos de câncer de mama. Existem outros fatores de risco como: característica mamária, estilo de vida e idade.

Com ou sem histórico, é necessário realizar os exames de mapeamento e passar por avaliação de uma médica mastologista.

Aconselhamento genético: na prevenção do câncer

Estudos mostram que cerca de 10% dos cânceres são hereditários, o que chamamos de histórico familiar de câncer. Por isso, é importante o aconselhamento genético para prevenção de doenças como o câncer.

Neste vídeo, eu te explico a importância e como funciona o aconselhamento genético.