Excesso de gordura corporal e o câncer de mama

Segundo pesquisa da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, em 2017, mais da metade (54%) da população adulta brasileira tem excesso de peso, uma em cada cinco pessoas (18,9%) tem obesidade, sendo mais frequente entre homens (57,3%) do que entre mulheres (51,2%). Entre as mulheres, a frequência dessa condição tende a aumentar com a idade e diminui de forma acentuada com o aumento da escolaridade.

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O excesso de gordura corporal, além de estar associado a um estado inflamatório crônico, afeta diretamente os níveis de vários hormônios circulantes, como a insulina e os hormônios sexuais, criando um ambiente que propício ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, inclusive o de mama. Por exemplo, após a menopausa, os ovários deixam de produzir estrogênio e o tecido adiposo passa a ser a fonte deste hormônio. O aumento do estrogênio nessa fase da vida pode causar o câncer de mama.

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A obesidade é o resultado da ingestão de uma quantidade maior de gorduras do que o organismo gasta por meio de atividades e exercícios físicos. As razões para esses desequilíbrios variam para cada pessoa, mas geralmente estão associadas às escolhas alimentares e sedentarismo. Consulte regularmente uma médica mastologista e saiba tudo sobre a saúde das mamas. Dra. Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Câncer de mama, uma luta de todos

O câncer de mama é o segundo que mais acomete mulheres no Brasil e também o que mais mata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), somente em 2016, foram 16.069 óbitos. As maiores taxas foram observadas nas regiões sul e sudeste. Entre 1980 e 2016 o número de óbitos aumentou em 33,6%. As estimativas de incidência deste câncer para o ano de 2019 é de 59.700 casos novos.

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A prevenção deste câncer está relacionada ao controle dos fatores conhecidos. Estima-se que, por meio da alimentação, atividade física e gordura corporal adequada, é possível reduzir em até 28% o risco de desenvolver o câncer de mama. Além destas práticas estimula-se também, como prevenção primária, evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. Amamentar é um fator protetor.

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Os números apresentados pelo INCA mostram o tamanho do nosso desafio, especialmente por que a frequência dos fatores de risco tem crescido. O diagnóstico, o tratamento local e o tratamento sistêmico para o câncer de mama estão sendo aprimorados de forma rápida, mas só isso não basta. A população como um todo precisa abraçar esse desafio afastando-se dos fatores de risco, realizando os exames de rotina e compartilhando informações. Dra. Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Imunoterapia e câncer de mama

A imunoterapia é a terapia que estimula e auxilia o sistema responsável pela defesa do organismo contra infecções e células cancerígenas. Este tratamento já vem sido utilizado, com sucesso, em câncer de pulmão, bexiga, cabeça e de pescoço. Recentemente o FDA (US Food and Drug Administration), órgão americano responsável pelo controle e regulamentação de alimentos e fármacos, aprovou o primeiro tratamento imunoterápico para câncer de mama.
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Os estudos apresentados pela Sociedade Norte-Americana de Oncologia Clínica (ASCO) mostram que a imunomodulação seria possível em pelo menos 25% dos casos de câncer triplo negativo. Além de sugerirem que este tratamento associado a quimioterapia tradicional pode proporcionar o controle da doença com uma duração mais prolongada.
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As pesquisas ainda são iniciais e precisam superar alguns desafios como o alto custo do tratamento, o que dificulta a disponibilidade do mesmo no mercado brasileiro. Converse com sua médica mastologista, ela vai indicar o melhor tratamento para seu caso. Dra. Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Amamentar Durante a Gravidez

Sabemos que a amamentação é essencial para o desenvolvimento saudável do bebê e que também beneficia a mãe, porque o ato está relacionado com menor risco de desenvolver câncer, osteoporose e diversas outras doenças. Porém, quando a mulher que ainda amamenta fica grávida ela pode continuar amamentando o filho mais velho? A resposta é sim, até porque geralmente não existe contra indicação.
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Antes de iniciar a jornada dupla é importante saber que na gravidez, os hormônios focam totalmente no desenvolvimento do feto e o leite tende a diminuir de forma considerável podendo não ser mais suficiente para alimentar o maior. A boa notícia é que é comum que a criança mais velha deixe de mamar aos poucos, isso porque durante a gestação o sabor do leite muda, fazendo com que a criança não busque mais o leite na mesma frequência. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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Outro fator determinante é que durante a amamentação a mulher perde peso facilmente, o que requer maior atenção em caso de mamães que pretendem fazer jornada dupla. No período da gravidez não abra mão de um profissional especialista em saúde da mama.
Dra. Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Chip Hormonal e o Câncer de Mama

O Chip hormonal é uma forma contraceptiva que está caindo no gosto das mulheres, principalmente por prometer diminuir desconfortos da menstruação, aumentar a libido e descartar a necessidade do compromisso diário, como no caso do contraceptivo de via oral. Além disso ele também melhora o contorno corporal, diminui a gordura e a celulite e melhora a auto-estima da mulher. Como em todo tratamento hormonal, logo foi levantada a questão sobre o risco de câncer de mama nesse novo método. ⠀⠀

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Ainda não existe segurança comprovada em relação ao uso do chip hormonal e o aumento no risco do câncer de mama. O que se sabe é que doses exageradas de hormônios podem aumentar o risco e antecipar o surgimento de câncer em algumas mulheres.

Alguns hormônios específicos apresentam ligação com o risco de câncer de mama. O mais importante para prevenir o aumento do risco de efeitos colaterais e doenças é encontrar uma boa profissional que indique o tratamento adequado para cada paciente.Dra. Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Atividade Física Ajuda a Prevenir o Câncer de Mama

Uma pesquisa recente feita em parceria com o Ministério da Saúde, aponta que 12% das mortes por câncer de mama no Brasil são causadas pelo sedentarismo. A pesquisa mostra também que 51% das mulheres jovens, com idade entre 18 e 24 anos praticam atividade física em quantidade insuficiente. A prática de atividade física ideal é de pelo menos 30 minutos por dia de atividades de intensidade moderada, ou 45 minutos, 3x por semana.
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Praticar atividade física ajuda na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer de mama, porque melhora o metabolismo de alguns hormônios relacionados a esse tipo de câncer, podendo melhorar também o quadro de pacientes com a doença. Reduzir o sedentarismo a longo prazo também fortalece ossos e músculos, controla o peso, reduz a ansiedade, o estresse e melhora a disposição.
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Além disso, é importante aliar a rotina de exercício a uma alimentação saudável baseada no consumo de alimentos naturais e minimamente processados, baixo consumo de açúcar, de álcool e interrupção do tabagismo. Todos esses hábitos em conjunto reduzem consideravelmente o risco do desenvolvimento do câncer de mama. Dra. Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Prótese de silicone e contratura muscular

Apesar de rara, precisamos falar de contratura capsular. Trata-se de uma reação que pode ocorrer no organismo das mulheres que colocaram próteses de silicone nas mamas. Sempre que um corpo estranho é detectado pelo organismo, ele desenvolve uma membrana fina que funciona como sistema de defesa. Essa cápsula envolve a prótese e a mantém isolada do organismo. A cápsula não causa problemas a saúde. Dependendo da espessura dessa cápsula, a mama pode ficar mais endurecida e dolorida.
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Mulheres que passam pela radioterapia durante o tratamento do câncer de mama e optam pela reconstrução mamária com prótese de silicone, estão mais propensas a desenvolver contratura capsular, segundo estudos. Mesmo com maiores taxas de contraturas, a reconstrução mamária não é contra-indicada para pacientes com esse histórico.
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É importante estar atenta aos seguintes sintomas: endurecimento da mama; assimetria entre as mamas; dor na região; ondulações visíveis na prótese. Contudo, você pode ficar tranquila, pois, além de raro, o problema pode ser facilmente resolvido pela médica.
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Hoje em dia, as marcas de próteses de silicone já utilizam tecnologias que diminuem consideravelmente as chances de contratura capsular. Por isso, é fundamental escolher bem uma marca de silicone, junto com sua médica mastologista. Dra. Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Prefira tops que priorizem sustentação e conforto

Para todas as atividades físicas, como caminhadas e corridas, sempre que possível, tenha como prioridade a sustentação e o conforto de suas mamas. Uma dica importante é evitar modelos com costuras laterais, que podem marcar ou machucar a pele das mamas ou da região axilar. Quanto ao tecido: dê preferência aos tops produzidos em fibras sintéticas à base de celulose ou algodão, que permitem boa respiração da pele.
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Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)

Passe protetor solar nas mamas

Antes de desfrutar do sol do verão, é bom estarmos atentas aos cuidados com a pele, especialmente a das mamas. A pele das mamas costuma ser fina e sensível como a de uma criança pequena. Mesmo estando vestida, passe o protetor solar nas mamas, pois os raios solares podem ultrapassar a roupa.
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Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000

Evite lavar as mamas com água quente

Devemos ficar atentas ao tomar banho com água muito quente, acima de 37° graus. A temperatura elevada pode causar ressecamento, flacidez e perda de firmeza da pele. Além de evitar banhos quentes, é importante a utilização de um bom creme hidratante para manter a pele bem hidratada e nutrida. Se a região apresentar descamação ou mudança na coloração, pode ser um sinal de infeção causada por bactéria ou fungo e o ideal é procurar um mastologista.
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Giovanna Gabriele – Médica Mastologista. (11 3514 6000)