Mamilo Invertido: quando se preocupar?

O mamilo invertido é caracterizado pela retração do mamilo para dentro. Pode ser congênito ou adquirido e ocorrer em ambos os sexos.
Geralmente, não afeta a sensibilidade das mamas, mas pode provocar baixa na autoestima e estranhamento por parte da paciente. Além de dificultar na amamentação.

Quando a inversão é adquirida ao longo da vida e não apresenta outros sintomas, pode ser desencadeada por alterações fisiológicas naturais, como gestação e perda significativa de peso.
Todavia, quando é associada a outros sintomas é necessário buscar acompanhamento de uma mastologista para identificar a causa da alteração.

Existem 03 graus de inversão do mamilo:

Grau 1: mamilos fáceis de manipular e manter a projeção por um tempo considerável, sem atrapalhar a amamentação;

Grau 2:
os mamilos podem ser puxados para fora, mas se retraem logo em seguida, dificultando a pega e a amamentação do bebê;

Grau 3: os mamilos não podem ser retirados, necessitando de cirurgia e, em muitos casos, apresentar problemas como mamilos doloridos e mastite recorrentes.

Quando a inversão é adquirida ao longo da vida e não apresenta outros sintomas, pode ser desencadeada por alterações fisiológicas naturais, como gestação e perda significativa de peso.
Todavia, quando é associada a outros sintomas é necessário buscar acompanhamento de uma mastologista para identificar a causa da alteração.

O prognóstico depende do grau de inversão, necessitando ou não de cirurgia.
Quando é adquirido ao longo da vida e apresenta outros sintomas, como saída de secreção, pele avermelhada ou outra alteração deve ser consultada a mastologista para avaliação e diagnóstico de alguma condição maligna.

Androgênios e câncer de mama: tem relação?

O uso de androgênios, reposição de testosterona, tem sido cada vez mais difundido entre as mulheres, entretanto a ANVISA não indica a utilização para fins estéticos.
Em relação ao câncer de mama, ainda não existem estudos suficientes que comprovem a relação, mas algumas pesquisas apontam o uso dessa terapia hormonal na incidência de câncer de mama.

Por isso, a SBM recomenda que seu uso não seja realizado por mulheres diagnosticadas ou que possuem alto risco de desenvolver câncer de mama. Sendo utilizado apenas em situações extremamente necessárias e sob supervisão médica.

Treinar superiores deixa as mamas menores?

Mito! O treino de superiores, em especial o de peitoral, aumenta o tônus muscular que fica localizado abaixo do tecido gorduroso mamário.

As mamas são formadas por glândula e tecido gorduroso, logo, o que pode levar a redução das mesmas é a diminuição da gordura corporal, independente do tipo de atividade física realizada.

Caso você esteja insatisfeita e/ou deseje aumentar o volume mamário pode ser indicada a cirurgia de mamoplastia de aumento com o uso de implantes de silicone ou com o uso da própria gordura corporal, removida de outras partes do corpo e enxertada na mama, que chamamos de lipoenxertia, ou ainda com a associação dessas duas técnicas, a mamoplastia híbrida.

A quantidade de nódulos influenciam na chance de ter câncer de mama?

Não! A presença ou ausência de nódulos mamários benignos ou fibroadenomas não influencia nas chances de desenvolvimento do câncer de mama.

Se você tem um ou mais nódulos mamários, possui a mesma chance de desenvolvimento da neoplasia que uma pessoa que não possui nódulos.

O que pode influenciar no desenvolvimento da doença são fatores de risco como o estilo de vida, histórico familiar, obesidade, entre outros. Para avaliar a saúde das suas mamas busque um mastologista de confiança.

4 causas para o crescimento de mamas em homens

As mamas masculinas podem crescer em diferentes fases da vida, como na puberdade e até mesmo em casos de obesidade.

4 causas para o crescimento de mamas em homens:
Anabolizantes;
Baixo nível de testosterona;
Obesidade;
Ginecomastia.

Entretanto, quando esse crescimento é dado de forma excessiva, pode ser associado a um distúrbio, chamado ginecomastia, provocando aumento da glândula mamária.

Em casos de aumento mamário, é indispensável o acompanhamento por uma mastologista para avaliar a causa desse crescimento.

Mamilo invertido: condição pode ter origem no nascimento ou ser adquirida posteriormente

O mamilo invertido é um tipo de alteração na mama que pode afetar mulheres ou homens. Se surge na infância ou na adolescência, não costuma estar associada a problemas de saúde. Porém, se a inversão acontecer após o desenvolvimento mamário, pode estar relacionada a causas oncológicas ou infecciosas.

​​O que é mamilo invertido?

Normalmente, os mamilos costumam apontar para fora, se sobrepondo à aréola das mamas. No entanto, em pessoas que apresentam inversão, o mamilo fica todo internalizado. Há ainda casos de retração, em que apenas parte do mamilo está puxada para dentro.

Tais alterações podem ocorrer em uma ou em ambas as mamas, sendo congênitas ou adquiridas.

​Mamilo invertido congênito

O mamilo invertido congênito geralmente é diagnosticado pelo pediatra, uma vez que a criança já nasce com essa condição. Na maioria das vezes, é bilateral e está associado ao histórico familiar – ou seja, outras pessoas da família também nasceram assim.

​Existe tratamento para mamilo invertido congênito?

Em geral, o mamilo invertido congênito é tratado com conduta expectante até a adolescência. É feito apenas um acompanhamento, porque a maioria dos casos acabam regredindo espontaneamente dentro desse período.

Para os pacientes que não melhoram, existe o tratamento cirúrgico para remoção da fibrose (que é o que encurta os ductos retropapilares e contribui para a inversão do mamilo).

​Mamilo invertido adquirido

O mamilo invertido adquirido corresponde a casos em que o mamilo era projetado para fora, porém inverteu para dentro em algum momento.

​​Mamilo invertido adquirido: o que pode ser?

O mamilo invertido adquirido não costuma causar dor nas mamas e pode ser causado por diversos fatores, incluindo:

  • Perda de peso importante;
  • Infecções;
  • Câncer de mama;
  • Traumas locais (batidas);
  • Processo de cicatrização após alguma cirurgia (de tórax, por exemplo).

​É normal ter mamilo invertido?

Existem casos de mamilos invertidos que são apenas uma queixa estética, e não funcional. Especialmente se a alteração é notada na infância ou na adolescência, não costuma haver motivos para preocupação.

Mas, mesmo que a condição não esteja associada a complicações de saúde, pode-se indicar a cirurgia para solucionar o incômodo do paciente.

​Quando o mamilo invertido é preocupante?

É imprescindível que casos de mamilo invertido adquirido sejam investigados. Quando essa alteração surge após o desenvolvimento mamário, pode ter relação com causas infecciosas ou oncológicas que requerem tratamento.

​​Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de mamilo invertido é feito por meio do exame clínico associado à história pessoal do paciente.

Para complementar o diagnóstico e guiar o tratamento, também podem ser solicitados exames adicionais – como ultrassom, mamografia, ressonância magnética e exames de sangue.

​​Qual médico procurar?

O médico mastologista é o profissional mais habilitado para avaliar alterações nos mamilos e nas mamas de forma geral.

Marque sua consulta para avaliar a saúde das suas mamas.

Fonte: https://www.h9j.com.br/pt/sobre-nos/blog/mamilo-invertido

BI-RADS: entenda o resultado do exame de mamas

Os exames de imagem são essenciais para o diagnóstico precoce do câncer de mama. E as alterações encontradas neles são classificadas de acordo com um sistema chamado Bi-rads, que indica o risco de serem câncer. Siga na leitura e saiba mais sobre essa padronização.

O QUE É BI-RADS NOS EXAMES DE MAMA?

O BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é um sistema de padronização utilizado para classificar as alterações encontradas em exames mamários de imagem, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética.

A escala varia de 0 a 6 e não corresponde a um diagnóstico, mas sim a uma descrição que representa o risco de o achado ser um câncer de mama, orientando a conduta médica após o exame.

Uma eventual confirmação do câncer de mama só é feita depois de uma biópsia, ou seja, quando se retira um fragmento do nódulo ou lesão e este material é analisado em laboratório para concluir se é realmente um câncer.

BI-RADS 0

Há um achado, mas não foi possível caracterizá-lo (ele é incompleto ou inconclusivo), sendo então necessária uma avaliação adicional para maiores esclarecimentos por meio de outros exames de imagem.

BI-RADS 1

Não há nenhum achado, o exame é considerado normal e recomenda-se manter o rastreamento de rotina.

BI-RADS 2

Há um achado benigno, como a presença de cicatrizes cirúrgicas ou de próteses de silicone, sendo recomendado a manutenção dos exames de rastreamento.

BI-RADS 3

Provavelmente trata-se de um achado benigno (98% de chance de benignidade). Nesse caso, é recomendado repetir o exame em intervalos semestrais.

BI-RADS 4

Achado suspeito, que deve ser submetida a biópsia.

BI-RADS 5

Achado altamente suspeito de malignidade (com 95% de chance de ser câncer), devendo este ser submetido a biópsia.

BI-RADS 6

Nesse caso, já há um diagnóstico de câncer. O BI-RADS 6 é definido quando a paciente ainda não operou, mas realiza o exame para conferir, por exemplo, se o tumor diminuiu após sessões de quimioterapia ou para que a cirurgia seja planejada.

BI-RADS 0 É PREOCUPANTE?

Na maioria das vezes, não. Mas os exames complementares são necessários para que a classificação correta e o melhor diagnóstico sejam estabelecidos.

BI-RADS 2 PODE VIRAR CÂNCER?

Não. Achados Bi-Rads 2 são 100% benignos e não viram câncer.

NÓDULO BI-RADS PODE SUMIR?

Nódulos verdadeiros não somem espontaneamente. O que ocorre é que às vezes existem ilhotas de gordura que simulam nódulos – e esses podem desaparecer em exames futuros.

QUANDO O RESULTADO DA MAMOGRAFIA É PREOCUPANTE?

Quando o resultado for Bi-Rads 4 ou 5. Nos casos de Bi-Rads 3, a avaliação da mamografia deve ser feita por um médico especialista, no caso por um mastologista, para avaliar os históricos pessoal e familiar e exames anteriores da paciente. Então, é traçada a melhor conduta para o caso.

Quando o resultado for Bi-Rads 0, é muito importante a realização de um exame de imagem complementar para se chegar a um diagnóstico.

QUAL MÉDICO PROCURAR?

Quando há suspeita de câncer de mama ou qualquer alteração ou dúvida nos exames mamários, o médico a ser consultado é o mastologista, profissional especialista na saúde das mamas.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA?

Segundo a SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), as mulheres a partir dos 40 anos devem realizar uma mamografia de rastreamentoanualmente. O exame é um tipo de radiografia das mamas que identifica alterações suspeitas de câncer. Quando realizada preventivamente, ela pode diagnosticar lesões bem pequenas, ainda não palpáveis e que podem estar numa fase pré-maligna.

Para chegar a um diagnóstico, o médico ainda pode pedir uma ultrassonografia ou até mesmo uma ressonância magnética.

Além disso, as mulheres devem estar atentas a qualquer alteração nas mamas, como um nódulo endurecido no seio, mamilo invertido, inchaço e/ou vermelhidão na região, secreção nos mamilos, entre outros.  Em caso de suspeita, devem procurar um médico para uma investigação.

Fonte: https://altadiagnosticos.com.br/saude/bi-rads

Mamotomia: causas, tipos e tratamento

A mamotomia é um procedimento médico que envolve a remoção de um fragmento de tecido mamário para análise. É um procedimento ambulatorial, o que significa que pode ser realizado fora do hospital. Continue a leitura para entender como ele é feito e quando ele é recomendado.

O QUE É MAMOTOMIA?

A mamotomia é um procedimento considerado minimamente invasivo que utiliza uma agulha grossa para retirar fragmentos de tecido mamário para análise patológica. É um procedimento muito semelhante à uma biópsia tradicional.

MAMOTOMIA POR ESTEREOTAXIA

Para guiar o médico na hora de inserir a agulha, a mamotomia utiliza imagens geradas por ultrassom da mama ou pelo aparelho que realiza o exame de mamografia digital. Neste último caso, a mamotomia é feita por estereotaxia (nome da técnica que utiliza duas imagens mamográficas para criar uma imagem tridimensional da mama).

Por permitir uma visualização mais precisa, esse procedimento é geralmente utilizado para lesões que não são visualizadas no ultrassom (como calcificações, por exemplo) e é realizado por um médico radiologista.

COMO A MAMOTOMIA É FEITA?

A mamotomia é considerada um procedimento ambulatorial simples e não necessita de internação. A paciente é posicionada de barriga para baixo em uma maca e o aparelho de mamografia ou de ultrassom irá gerar as imagens para mostrar o local da lesão. O procedimento é feito sob anestesia local.

O médico então realiza uma pequena incisão (de até 0,5 cm) na pele e então a agulha de mamotomia é inserida e posicionada no local da lesão. A localização é conferida no monitor por meio dos eixos X, Y e Z. Uma vez posicionada corretamente, é acionado um vácuo para remover alguns fragmentos da lesão.

PREPARAÇÃO PARA MAMOTOMIA

Não há preparação específica para a mamotomia e não é necessário jejum.

COMO FICA A MAMA APÓS A REALIZAÇÃO DO EXAME?

Após a mamotomia, podem surgir hematomas e a região da mama pode ficar dolorida, mas esses sintomas devem regredir sozinhos em alguns dias.

Recomenda-se evitar cremes e banhos quentes, além de repouso, por até dois dias após o procedimento. Sutiãs com maior capacidade de sustentação e compressão (mas não muito apertados) também são recomendados nos dias após o procedimento para reduzir o desconforto durante a movimentação do corpo.

QUANDO A MAMOTOMIA É INDICADA?

A mamotomia é recomendada principalmente em lesões consideradas suspeitas de câncer de mama e que são visualizadas em mamografia como calcificações, distorções ou assimetrias; ou lesões pequenas (nódulos menores que 0,5 cm), visualizadas em ultrassom e que necessitam de amostragens maiores.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE A MAMOTOMIA E A BIÓPSIA CONVENCIONAL?

Na biópsia tradicional, utiliza-se uma agulha acoplada a um tipo de pistola que emite vários disparos para retirar fragmentos (geralmente maiores) da mama. Normalmente, é utilizada em lesões maiores (acima de 0,5 cm) e realizada em hospital.

Já na mamotomia, a agulha é conectada a um vácuo e, por isso, não são necessárias várias punções para retira o material a ser analisado. Além disso, por ser mais simples, é um procedimento feito em ambiente ambulatorial.

QUAL MÉDICO PODE SOLICITAR A MAMOTOMIA?

Geralmente, o médico responsável por cuidar da saúde das mamas e que pode solicitar a mamotomia é o mastologista. No entanto, ginecologistas e radiologistas também podem solicitar esse tipo de análise.

 

Fonte: https://altadiagnosticos.com.br/saude/mamotomia

Mastologia: o que trata e exames indicados

A mastologia é bastante conhecida devido à sua importância para o tratamento do câncer de mama em mulheres.

Mas essa especialidade médica é bem mais abrangente: ela contempla uma série de outras condições benignas que afetam essa região do corpo e pode, inclusive, ser importante para os homens.

Mastologia o que é?

A mastologia é a área da medicina especializada na saúde das mamas.

O médico mastologista atende tanto mulheres como homens, sendo responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento de condições como:

  • Mastalgia (dor mamária);
  • Cistos mamários;
  • Nódulos mamários;
  • Câncer de mama;
  • Mastite (inflamação das mamas);
  • Ginecomastia (aumento das glândulas mamárias em homens);
  • Polimastia (aumento do número de mamas em mulheres);
  • Gigantomastia (mama extremamente grande em mulheres);
  • Assimetrias mamárias.

Quando procurar um mastologista

O mastologista pode ser necessário em qualquer fase da vida: da infância à velhice.

É indicado consultar esse especialista sempre que surgir algum desconforto ou anormalidade na região das mamas, independentemente da idade.

Caso não haja sintomas ou alterações nas mamas, recomenda-se que as mulheres procurem um mastologista a partir dos 25 anos.

Assim, o médico pode avaliar o risco individual da paciente de desenvolver câncer de mama com base na história pessoal e nos antecedentes familiares.

Já a partir dos 40 anos, o ideal é que as mulheres consultem o mastologista e realizem a mamografia anualmente.

Lembrando que esse acompanhamento de rotina também pode ser feito pelo ginecologista que, ao visualizar alguma alteração no exame de mamografia, pode optar por encaminhar a paciente a um mastologista.

Exames de rotina para a saúde da mulher

Do ponto de vista da mastologia, o principal exame de rotina a ser feito para assegurar a saúde da mulher é a mamografia.

Esse procedimento é indicado para todas as mulheres com 40 anos ou mais, independentemente do risco pessoal ou do histórico familiar, devendo ser realizado pelo menos uma vez ao ano.

No caso de pessoas com um risco maior para câncer de mama, a mamografia pode ser recomendada antes dos 40 anos ou com uma frequência maior.

Além disso, a ultrassonografia mamária e a ressonância magnética com contraste são exames relevantes para analisar a saúde das mamas. Na maioria das vezes, são solicitados para complementar a mamografia ou para avaliações específicas.

Diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama

Quanto mais cedo o câncer de mama for diagnosticado, maiores são as chances de cura.

E um dos instrumentos mais importantes para o diagnóstico precoce é justamente a mamografia, pois ela permite a detecção de pequenos tumores que ainda não são palpáveis em avaliação física. Por isso, é essencial manter esse exame em dia.

Uma vez diagnosticado, o câncer de mama pode ser tratado de diferentes formas, incluindo:

  • Cirurgia;
  • Quimioterapia;
  • Imunoterapia;
  • Radioterapia;
  • Terapia-alvo.

É essencial que cada caso de câncer de mama seja avaliado detalhadamente e que a abordagem terapêutica considere as características individuais de cada paciente.

 

Fonte: https://dasa.com.br/blog/saude/mastologia/

Ginecomastia: entenda o que é e como tratar

A ginecomastia é o crescimento anormal das mamas em homens. A condição é causada por um desequilíbrio hormonal e tem um forte impacto na autoestima dos indivíduos que são diagnosticados com o problema. Continue a leitura para entender melhor como ela ocorre e quais as formas de tratamento disponíveis.   

O que é ginecomastia? 

A ginecomastia é caracterizada pelo crescimento benigno do tecido glandular mamário masculino causada pelo aumento de duas estruturas das mamas: os ductos (que, nas mulheres, servem para transportar o leite na amamentação, o que não ocorre nos homens); e o estroma periductal (tecido que ajuda na sustentação das mamas). 

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Ginecomastia Grau 1 

O primeiro grau da ginecomastia é caracterizado pelo discreto aumento das mamas masculinas. Vale ressaltar que, nesses casos, não há sobra de pele. Nessa fase, quando não há regressão espontânea do quadro, é recomendado o tratamento medicamentoso. 

Ginecomastia Grau 2 

O segundo grau da ginecomastia é talvez o mais comum tratado pelos mastologistas. Ele é subdividido em dois tipos: 

  • Grau ll A: caracterizado pelo aumento do volume glandular ou gorduroso, estendendo-se além das aréolas, preenchendo geralmente a região inferior do peito, ainda sem excesso de pele. 
  • Grau ll B: praticamente igual ao descrito no Grau ll A, porém, neste caso, já apresenta excesso de pele na região torácica. 

Ginecomastia Grau 3 

O terceiro grau da ginecomastia é caracterizado por um aumento grande e significativo das mamas associado a uma maior sobra de pele. Quando o volume é muito grande, o quadro é chamado de macroginecomastia.  

Todo esse volume pode causar ptose mamária (mamas caídas). As sobras de pele comprometem o aspecto geral do tórax e causam impacto negativo na autoestima o paciente. Por isso, nesse estágio, a cirurgia mamária é recomendada. 

O que causa ginecomastia? 

A causa provável da ginecomastia é um desequilíbrio na relação entre os hormônios andrógenos, que impedem o crescimento mamário, e estrógenos, que estimulam e aumentam o desenvolvimento glandular.  

As causas desse desequilíbrio podem ser transitórias ou permanentes, fisiológicas ou patológicas ou até mesmo induzidas pelo uso de algumas medicações. Vale ressaltar que em aproximadamente 25% dos casos, no entanto, a causa do problema não é descoberta. 

Quais são os sintomas de ginecomastia? 

De maneira clínica, os sintomas podem se apresentar como um pequeno botão (protuberância) mamária atrás ou abaixo da aréola ou até mesmo com características semelhantes às de uma mama feminina. A ginecomastia pode ser uni ou bilateral e, ocasionalmente, dolorosa em alguns pacientes.  

Leia mais: quando é a hora de procurar um endocrinologista?  

Como é feito o diagnóstico? 

O diagnóstico da ginecomastia é feito por meio da anamnese (entrevista clínica), do exame físico específico realizado pelo mastologista e da análise dos resultados de exames laboratoriais, como as dosagens séricas de hormônios como estradiol, HCG, testosterona, prolactina, LH (hormônio luteinizante) e TSH (hormônio tiroestimulante).

Deve-se incluir também exames de imagem como mamografia e ultrassonografia, importantes para reconhecer o que é glândula e o que é tecido gorduroso nas mamas. 

Esses exames são importantes para diferenciar o quadro de outros diagnósticos, como câncer de mama (carcinoma mamário), pseudoginecomastia ou lipomastia (condição presente em pacientes obesos).  

Leia mais: conheça o significado de andropausa  

Como é feito o tratamento para ginecomastia? 

O tratamento para ginecomastia é feito de forma individualizada e levando-se em conta a causa do problema. Nos casos induzidos por medicamento, por exemplo, normalmente basta suspender o uso para que ela se resolva.  

Já a ginecomastia provocada por distúrbios hormonais, o tratamento da causa também faz com que ela se resolva. Nas ginecomastias da adolescência ou em idades mais avançadas, poderá haver involução espontânea das mamas. 

Quando as mamas são muito volumosas, no entanto, o paciente normalmente se sente muito constrangido e tem prejuízos psicológicos e nas atividades diárias. Nestes casos, é indicado o tratamento cirúrgico. 

Medicamentos 

O tratamento da ginecomastia pode ser feito por meio do medicamento conhecido como tamoxifeno, utilizado em pacientes com câncer de mama, mas que, como modula a recepção do estrógeno no corpo, também tem eficácia no tratamento da ginecomastia. 

O uso de medicação, no entanto, é indicado apenas em alguns casos na fase da puberdade, quando o quadro pode levar ao surgimento de transtornos psicológicos importantes no paciente. 

Cirurgia para Ginecomastia 

Em casos mais avançados e quando o impacto psicológico é muito grande, a cirurgia pode ser recomendada para tratar a ginecomastia. Em mamas pouco volumosas, o procedimento é feito a partir de um pequeno corte ao redor da aréola e por onde a glândula é retirada, não havendo necessidade de retirada de pele.  

Já nas ginecomastias volumosas, normalmente é realizado um corte circular com diâmetro maior ao redor da aréola para evitar sobrar pele e ter um melhor e maior acesso para a retirada da glândula. Há também a remoção do excesso de gordura com a técnica de lipoaspiração, melhorando o contorno e aparência do tórax.  

Vale ressaltar que a cirurgia é o tratamento de escolha em casos de ginecomastia:   

  • unilateral; 
  • muito volumosa (macroginecomastia); 
  • que persiste mesmo após tratamento clínico/medicamentoso; 
  • que ocasiona prejuízos estéticos, psicológicos e sociais para o paciente.

Qual médico procurar? 

O especialista em diagnosticar e tratar a ginecomastia é o mastologista. 

 

Fonte: https://nav.dasa.com.br/blog/ginecomastia