Dra. Giovanna Gabriele, médica mastologista em São Paulo

Reconstrução mamária: como escolher a técnica certa para cada mulher

Quando recebe a indicação de uma mastectomia, muita mulher imagina a reconstrução como uma cirurgia só, feita para devolver o volume que foi retirado. No consultório, eu explico que o caminho costuma ser outro: não existe uma técnica única, nem uma que seja a melhor para todas.

A reconstrução pode acontecer na mesma cirurgia do câncer ou meses depois. Pode usar prótese, passar antes por um expansor ou ser feita com tecido do próprio corpo. Por isso, ela precisa ser pensada junto com o tratamento como um todo, e não como uma etapa separada.

Reconstruir na mesma cirurgia ou esperar?

Na reconstrução imediata, a primeira etapa é feita no mesmo ato da mastectomia. Ela ajuda a preservar algumas estruturas da mama e evita que a paciente passe um período sem o volume mamário.

Mas imediata não quer dizer melhor em todos os casos. Antes de decidir, eu avalio com a paciente:

  • o tipo e a extensão da cirurgia;
  • se há chance de radioterapia depois;
  • outros tratamentos previstos, como quimioterapia;
  • condições de saúde e tabagismo;
  • as características da pele;
  • e, claro, o que ela deseja.

A radioterapia pesa bastante nessa conta, porque altera os tecidos da região e pode mudar tanto a técnica indicada quanto o resultado. Em alguns casos, faz mais sentido planejar a reconstrução em etapas. A regra é uma só: o tratamento do câncer vem primeiro, e a reconstrução se encaixa nele sem comprometer a segurança.

Prótese ou tecido da própria paciente?

Essa é uma das dúvidas que mais escuto, e a resposta muda de mulher para mulher.

Na reconstrução com implante, às vezes dá para colocar a prótese definitiva já na primeira cirurgia. Em outras situações, usamos antes um expansor, que vai alongando a pele aos poucos até que ela esteja pronta para receber o implante.

Já a reconstrução autóloga usa pele e gordura da própria paciente, geralmente do abdome ou de outra região do corpo. São cirurgias mais longas, que podem exigir equipe de microcirurgia e deixam cicatriz também na área doadora. Em compensação, não dependem de prótese para formar o volume principal da mama, o que pode ser uma vantagem em casos específicos.

O que define a escolha é a anatomia de cada mulher, a quantidade e a qualidade de tecido disponível, cirurgias anteriores, outras doenças, os tratamentos que ainda virão e a preferência dela.

Reconstrução costuma ter mais de uma etapa

Vale combinar desde o começo: a reconstrução nem sempre termina quando o volume volta.

Quando só uma mama é reconstruída, pode ser preciso ajustar a outra, com levantamento, redução ou aumento, para aproximar tamanho, forma e posição. A aréola e o mamilo também podem ser reconstruídos depois, com cirurgia ou com tatuagem.

Também é importante falar com franqueza sobre cicatrizes e sensibilidade. A mama reconstruída pode não ter a mesma sensibilidade de antes. Reconstruir é devolver forma e autoestima, não copiar exatamente a mama que existia.

A melhor técnica começa com uma boa conversa

A reconstrução mamária evoluiu muito nos últimos anos, com implantes mais modernos, técnicas que preservam pele e mamilo, reconstruções acima do músculo e avanços na microcirurgia. Quanto mais opções existem, mais importante é decidir junto.

Toda mulher tem o direito de saber quais caminhos existem no caso dela, quantas etapas podem ser necessárias, onde ficam as cicatrizes, como fica a sensibilidade, quanto tempo leva a recuperação e como a radioterapia pode interferir.

E também é legítimo escolher não reconstruir, ou deixar essa decisão para depois. Reconstrução não é obrigação, nem deve ser feita para atender à expectativa de outras pessoas.

Para mim, a melhor reconstrução não é a mais sofisticada. É a que faz sentido dentro do tratamento e respeita o que importa para cada paciente.

Se você vai passar por uma mastectomia ou já passou e quer entender as suas opções, agende uma consulta.

Este conteúdo foi publicado originalmente pela Dra. Giovanna Gabriele na Jovem Pan. Leia o artigo completo na Jovem Pan

Dra. Giovanna Gabriele Médica Mastologista CRM 133.713 | RQE 48.195 / 48.196

A importância da reconstrução das mamas

A reconstrução mamária desempenha um papel importante na restauração do bem-estar físico e emocional das mulheres, especialmente nos casos de pacientes oncológicas que tiveram que retirar uma parte ou completamente as mamas. Ela pode ser realizada durante ou após a cirurgia para o tratamento do câncer de mama.

O objetivo da reconstrução é restaurar o formato, tamanho e aparência das mamas, mas também proporciona outros benefícios que reforçam sua importância.  Ela pode ser realizada durante a cirurgia ou posteriormente.

As técnicas utilizadas são: implantes mamários, rotação de retalhos de tecido e expansores de tecido.

Além da importância da reconstrução mamária para a recuperação da aparência física das mamas, ela proporciona outros benefícios como:

  • Restaura a imagem corporal e autoconfiança das mulheres;
  • Contribui no bem-estar e equilíbrio emocional;
  • Auxilia o empoderamento;
  • Melhora a qualidade de vida.

É importante que as mulheres que desejam realizar a reconstrução mamária busque orientação de uma mastologista para que juntas decidam qual a melhor técnica para suas necessidades individuais.

Nódulo na mama, necrose adiposa

Traumas provocados diretamente nas mamas, como uma pancada, queda e tombo, são causas comuns de hematomas, que podem desencadear do surgimento da necrose adiposa, que é um caroço ou um nódulo que se forma a partir da ocorrência de danos na área do tecido adiposo mamário. A necrose adiposa é uma massa mamária indolor, cujo caroço ou nódulo formado nas mamas é melhor diagnosticado por meio do exame de mamografia.

Após confirmado o diagnóstico de necrose adiposa por um médico, seu tratamento mediante procedimento cirúrgico poderá ser feito caso esse nódulo aumente de tamanho, ou caso a paciente prefira. Por fim, vale destacar que o surgimento de necrose adiposa não proporciona o aumento do risco de desenvolver câncer da mama.

Não perca tempo, fale conosco por mensagem inbox aqui no Facebook ou ligue para agendar uma consulta (11 3071 1812). Médica Mastologista Giovanna Gabriele.

Médica Giovanna Gabriele

Reconstrução mamária eleva a auto-estima

Como uma flor sem pétalas.

O processo de retirada da mama não é fácil. Ficar sem essa parte do corpo pode afetar bastante a autoestima. Muitas das vezes a mastectomia (cirurgia para retira da mama) vem acompanhada de depressão. Com base nisso, faz parte de nossa prática médica o acompanhamento desde os exames iniciais até a cirurgia de reconstrução da mama. Aqui nos preocupamos com a mente, tão quanto o físico.

Muito mais que uma operação, algumas mulheres relatam que a reconstrução é a sensação de finalmente conseguir fechar um ciclo. Cada caso é um caso e a nossa avaliação médica apontará o melhor caminho. A Reconstrução pode ser imediata, realizada logo após a mastectomia, ou pode ser realizada alguns meses depois. O que mais importa é a paciente estar saudável e em paz consigo mesma.

Giovanna Gabriele – Médica Mastologista (11 3071 1812)