As mamas masculinas podem crescer em diferentes fases da vida, como na puberdade e até mesmo em casos de obesidade.
4 causas para o crescimento de mamas em homens:
Anabolizantes;
Baixo nível de testosterona;
Obesidade;
Ginecomastia.
Entretanto, quando esse crescimento é dado de forma excessiva, pode ser associado a um distúrbio, chamado ginecomastia, provocando aumento da glândula mamária.
Em casos de aumento mamário, é indispensável o acompanhamento por uma mastologista para avaliar a causa desse crescimento.
A ginecomastia é o crescimento anormal das mamas em homens. A condição é causada por um desequilíbrio hormonal e tem um forte impacto na autoestima dos indivíduos que são diagnosticados com o problema. Continue a leitura para entender melhor como ela ocorre e quais as formas de tratamento disponíveis.
Neste artigo, você vai ler:
O que é ginecomastia?
A ginecomastia é caracterizada pelo crescimento benigno do tecido glandular mamário masculino causada pelo aumento de duas estruturas das mamas: os ductos (que, nas mulheres, servem para transportar o leite na amamentação, o que não ocorre nos homens); e o estroma periductal (tecido que ajuda na sustentação das mamas).
O primeiro grau da ginecomastia é caracterizado pelo discreto aumento das mamas masculinas. Vale ressaltar que, nesses casos, não há sobra de pele. Nessa fase, quando não há regressão espontânea do quadro, é recomendado o tratamento medicamentoso.
Ginecomastia Grau 2
O segundo grau da ginecomastia é talvez o mais comum tratado pelos mastologistas. Ele é subdividido em dois tipos:
Grau ll A: caracterizado pelo aumento do volume glandular ou gorduroso, estendendo-se além das aréolas, preenchendo geralmente a região inferior do peito, ainda sem excesso de pele.
Grau ll B: praticamente igual ao descrito no Grau ll A, porém, neste caso, já apresenta excesso de pele na região torácica.
Ginecomastia Grau 3
O terceiro grau da ginecomastia é caracterizado por um aumento grande e significativo das mamas associado a uma maior sobra de pele. Quando o volume é muito grande, o quadro é chamado de macroginecomastia.
Todo esse volume pode causar ptose mamária (mamas caídas). As sobras de pele comprometem o aspecto geral do tórax e causam impacto negativo na autoestima o paciente. Por isso, nesse estágio, a cirurgia mamária é recomendada.
O que causa ginecomastia?
A causa provável da ginecomastia é um desequilíbrio na relação entre os hormônios andrógenos, que impedem o crescimento mamário, e estrógenos, que estimulam e aumentam o desenvolvimento glandular.
As causas desse desequilíbrio podem ser transitórias ou permanentes, fisiológicas ou patológicas ou até mesmo induzidas pelo uso de algumas medicações. Vale ressaltar que em aproximadamente 25% dos casos, no entanto, a causa do problema não é descoberta.
Quais são os sintomas de ginecomastia?
De maneira clínica, os sintomas podem se apresentar como um pequeno botão (protuberância) mamária atrás ou abaixo da aréola ou até mesmo com características semelhantes às de uma mama feminina. A ginecomastia pode ser uni ou bilateral e, ocasionalmente, dolorosa em alguns pacientes.
O diagnóstico da ginecomastia é feito por meio da anamnese (entrevista clínica), do exame físico específico realizado pelo mastologista e da análise dos resultados de exames laboratoriais, como as dosagens séricas de hormônios como estradiol, HCG, testosterona, prolactina, LH (hormônio luteinizante) e TSH (hormônio tiroestimulante).
Deve-se incluir também exames de imagem como mamografia e ultrassonografia, importantes para reconhecer o que é glândula e o que é tecido gorduroso nas mamas.
Esses exames são importantes para diferenciar o quadro de outros diagnósticos, como câncer de mama (carcinoma mamário), pseudoginecomastia ou lipomastia (condição presente em pacientes obesos).
O tratamento para ginecomastia é feito de forma individualizada e levando-se em conta a causa do problema. Nos casos induzidos por medicamento, por exemplo, normalmente basta suspender o uso para que ela se resolva.
Já a ginecomastia provocada por distúrbios hormonais, o tratamento da causa também faz com que ela se resolva. Nas ginecomastias da adolescência ou em idades mais avançadas, poderá haver involução espontânea das mamas.
Quando as mamas são muito volumosas, no entanto, o paciente normalmente se sente muito constrangido e tem prejuízos psicológicos e nas atividades diárias. Nestes casos, é indicado o tratamento cirúrgico.
Medicamentos
O tratamento da ginecomastia pode ser feito por meio do medicamento conhecido como tamoxifeno, utilizado em pacientes com câncer de mama, mas que, como modula a recepção do estrógeno no corpo, também tem eficácia no tratamento da ginecomastia.
O uso de medicação, no entanto, é indicado apenas em alguns casos na fase da puberdade, quando o quadro pode levar ao surgimento de transtornos psicológicos importantes no paciente.
Cirurgia para Ginecomastia
Em casos mais avançados e quando o impacto psicológico é muito grande, a cirurgia pode ser recomendada para tratar a ginecomastia. Em mamas pouco volumosas, o procedimento é feito a partir de um pequeno corte ao redor da aréola e por onde a glândula é retirada, não havendo necessidade de retirada de pele.
Já nas ginecomastias volumosas, normalmente é realizado um corte circular com diâmetro maior ao redor da aréola para evitar sobrar pele e ter um melhor e maior acesso para a retirada da glândula. Há também a remoção do excesso de gordura com a técnica de lipoaspiração, melhorando o contorno e aparência do tórax.
Vale ressaltar que a cirurgia é o tratamento de escolha em casos de ginecomastia:
unilateral;
muito volumosa (macroginecomastia);
que persiste mesmo após tratamento clínico/medicamentoso;
que ocasiona prejuízos estéticos, psicológicos e sociais para o paciente.
Qual médico procurar?
O especialista em diagnosticar e tratar a ginecomastia é o mastologista.
O mastologista é frequentemente procurado por mulheres. No entanto, esse profissional também atende homens, estando habilitado a cuidar de questões referentes às mamas em geral.
Mastologista: o que é?
O mastologista é o médico especializado na saúde das mamas. Ao longo de sua formação, ele realiza uma primeira residência médica em Cirurgia Geral ou Ginecologia e Obstetrícia e, em seguida, faz uma segunda residência em Mastologia.
Esse profissional é responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento clínico ou cirúrgico de condições relativas às mamas que podem afetar tanto mulheres como homens.
Quais doenças o mastologista trata?
O mastologista trata doenças mamárias em todas as fases da vida, atendendo crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Algumas das condições mais frequentes na população são:
É importante procurar um mastologista caso o paciente note qualquer alteração nas mamas.
Na ausência de sintomas, recomenda-se que as mulheres marquem uma primeira consulta com o mastologista por volta dos 25 anos. Assim, pode ser feita uma avaliação de risco para câncer de mama com base na história pessoal da paciente e nos seus antecedentes familiares.
A partir dos 40 anos, o ideal é que todas as mulheres consultem anualmente o mastologista e realizem a mamografia também uma vez ao ano.
Quais exames o mastologista pode solicitar?
O principal exame solicitado pelo mastologista é a mamografia, que ajuda a detectar precocemente o câncer de mama.
Além da mamografia, é comum que o médico peça exames como ultrassom, ressonância magnética e, a depender do caso, biópsias mamárias.
Mastologista online: como é feita a consulta?
Na consulta online, o mastologista faz as mesmas perguntas que costuma fazer presencialmente: o médico procura entender quais as queixas do paciente, quais medicamentos o indivíduo usa, se foi realizada alguma cirurgia recentemente e se há histórico de câncer de mama na família.
Embora não seja possível fazer o exame físico (palpar as mamas e as axilas para avaliar alguma eventual alteração) por telemedicina, muitas vezes o mastologista consegue adiantar a solicitação de exames ou fornecer um aconselhamento ao paciente durante a consulta online.